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Com o agudizar da crise financeira internacional nos últimos meses, ficaram a nu as principais fragilidades estruturais da economia portuguesa: défice público, défice na balança comercial e endividamento externo. Apesar dos alertas dos economistas, o país tomou consciência, subitamente, de que estava a viver acima das suas posses e que, para ser viável, precisava de exportar mais bens transaccionáveis e substituir parte das importações com produção interna.
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